20/11/2016 – Mensagem do Pastor Eduardo Cadete:

Jó 31

Este capítulo é a conclusão final do discurso de Jó. Ele mantém sua integridade até o fim. Aqui ele a defende através de uma variedade de detalhes. Ele fala de pelo menos 12 indicações que provam que ele não era culpado, e das quais sua consciência não o condenava.

  1. Lascívia, v. 1-4
  1. Pureza interior. Antes de Mateus 5, a humanidade já sabia que a lascívia é um pecado! Jó reconhecia a espiritualidade da lei escrita em seu coração, antes mesmo de ser oficialmente entregue no Monte Sinai! Nossa sociedade, tão repleta e patrocinadora da pornografia, necessita deste ensino!
  • Pensamentos impuros: o pecado começa aqui. O que pensamos é tão importante quanto o que fazemos. O que pensamos determina nossas ações. Semeie um pensamento e você colherá uma ação, semeie uma ação e você colherá um hábito, semeie um hábito e você colherá um caráter, semeie um caráter e você colherá um destino. (Bob Gray)
  • Note a conexão entre os olhos e os pensamentos. Se você quer evitar pensamentos de lascívia, mantenha seus olhos sob vigilância. Tome a atitude prática de arrancar um olho e atirá-lo para longe. O pecado deve morrer de inanição. Thomas, 239-240.
  1. “Deus não honrará tal pecado”. Como podemos evitar o pecado e a tentação, tanto quanto possível? Temendo a Deus! Esta atitude nos preserva de pecados íntimos. Henry: “Vergonha e senso de honra podem restringi-lo de aliciar a pureza de uma virgem, mas somente a graça e o temor de Deus é que o levaria a não cometer e nem pensar em tal ação.” Como José, entenda que isso é um pecado contra Deus! V. 4 também. Assim como 1: 1, 8-9; 2: 3.
  2. Há um preço a ser pago pelo pecado, algumas vezes nesta vida, porém, nunca escaparemos de prestar contas na vida futura. Portanto, evite qualquer coisa que o leve a pecar (como a lascívia).
  1. Engano, fraude, v. 5-8
  1. – 6 Autoimprecação (clamar por castigo). “Que eu seja castigado”
  1. – 8 Note o progresso: olhos, coração, pés. *O contrário disso: nosso coração governa nossos olhos, como no verso 1.
  2. Mais Autoimprecação: “Que eu receba o mesmo tratamento.”

 

  1. Adultério, v. 9-12

Ou por ser tentado (v. 9a), ou por ser um tentador (v. 9b).

  1. Mais Autoimprecação. “Que eu receba o mesmo pagamento em troca”. Eufemismo.

O que faz alguém evitar esse pecado vergonhoso? V. 11-12 O temor de ser punido pelos juízes humanos, e muito mais por Deus. Provérbios 5 – o caminho do inferno (versus casamento feliz).

 

  1. Oprimir os servos, v. 13-15
  1. Injustiça
  2. “Eu tenho um Senhor!”
  3. “Todos teremos que responder a Ele.” Mais uma vez, o temor de Deus é que funciona como prevenção! Compare Efésios 6: 9.
  • Como pessoas, somos iguais diante de Deus. Ele não faz acepção de pessoas.
  • Não devemos ser altivos, nem preconceituosos, julgando pelas aparências.

 

  1. Falta de compaixão pelo fraco e necessitado, v. 16-23

Ex: pobres, viúvas e órfãos. Jó fora acusado deste pecado, 22: 6-9.

  1. Nenhuma destas pessoas, nessa situação, deixou de ser ajudada quando vieram a Jó. Ele lhes deu: comida (v. 17), casa (v. 18) e roupas (v. 19-20).
  • Devemos ter consideração, compaixão e generosidade pelas pessoas. (Mas aqueles que são preguiçosos e ociosos, não devem receber ajuda, 30: 1).
  1. – 22 Autoimprecação: “Se não estendi os meus braços de misericórdia, então que eles sejam destruídos.”
  1. Motivo: temor de Deus. Ele é quem nos dá todas as coisas; Ele é quem não nos coloca da posição de um necessitado.

 

  1. Ambição, v. 24-25

Cobiça. Alguns amam tanto o dinheiro, que isso se torna como uma pessoa para eles, pois falam com ele! v. 24. Ele facilmente se torna um objeto de adoração. I Timóteo 6: 17. Senso de autossuficiência e satisfação, como o rico tolo, v.25. Quantos assumem que a prosperidade terrestre lhes assegurará prosperidade celestial!

Mamom versus contentamento.

 

  1. Idolatria, v. 26-28

Adorar o sol e a lua, v. 26. Coração idólatra, v. 27 (beijar a mão é uma pratica das religiões pagãs).

  1. Prevenção: temor a Deus.

 

  1. Vingança, v. 29-31
  • Nossa atitude para com nossos inimigos fala muito a nosso respeito. Devemos amá-los! – Mateus 5: 44. Os inimigos de Jó se regozijaram da sua destruição (30: 1, 9).
  1. “Não deixei aqueles que estavam próximos a mim me incitarem contra os meus inimigos”. Isso ocorre com freqüência!

 

  1. Falta de hospitalidade, v. 32

Outro dever Neotestamentário: Romanos 12: 12; I Pedro 4: 9; anciãos I Timóteo 3: 2; Tito 1: 8. Falhar nisso é pecado. A consciência de Jó não o condenava. E quanto a sua?

 

  1. Conspiração, v. 33

Ex: encobrir, como Adão fazê-lo. * Todos somos naturalmente hipócritas! Como Adão, nós naturalmente culpamos alguém mais!

Note a autenticação de Gênesis 3 sobre a queda do homem.

  1. Covardia, v. 34.

Capítulo 29: 17.

 

  1. Exploração, v. 38-40

Negócios injustos. Até mesmo o uso impróprio da terra! (Comp. Tiago 5: 4)

  1. Como Acabe fez com Nabote (I Reis 21)
  2. Autoimprecação. “Que a maldição não seja perdoada pela graça.”

 

Parentético; V. 35-37 Desejo de um julgamento, restituição da justiça, de um veredicto. “Ter uma audiência. Estar defronte de um juiz. Deixar que o acusador trouxesse por escrito suas acusações (v. 35). Eu não tentaria ocultar estas falsas acusações, antes consideraria uma honra torná-las públicas, de tão tolas que são! (v. 36). Eu corajosamente me dirigiria ao tribunal com uma consciência limpa. Eu traria por escrito a minha própria defesa (v. 35 desejo = assinatura; confissão de inocência).”

  • A linguagem aqui me faz lembrar o evangelho! Apresentamo-nos diante de Deus como príncipes, nos aproximando com coragem. É o trono da graça! Tudo isso porque Cristo se aproximou do trono da justiça com as nossas acusações escritas contra Ele, as quais Ele realmente levou sobre os seus ombros (na forma de uma cruz) e como uma coroa (de espinhos)!
  • Como Jó nós podemos nos chegar com confiança e coragem, sabendo que ninguém pode fazer qualquer acusação contra os escolhidos de Deus! Através da justiça de Cristo, nós podemos dizer: Quem dentre vós me convence de pecado? (João 8: 46).

 

Observe:

  1. Toda a nossa vida deve ser vivida para Cristo. Governada pelas escrituras. Todo pensamento deve ser levado cativo a obediência de Cristo (II Coríntios 10: 5). Nenhum tempo ou ocasião dedicado ao pecado! Obediência perfeita a um Deus perfeito! Durham: “Sofra no exercício da santidade. Jó estava sob um pacto de graça, assim como você, e ainda assim quão perfeito ele era em seu caminhar.”
  2. O temor de Deus nos preserva de muitos pecados íntimos. Embora a justiça de Cristo seja a base do nosso relacionamento com Deus, ainda assim Deus recomenda aos cristãos que evitem pecados internos e externos (como em 1: 1).
  3. Pureza de coração é até aqui, outro incentivo em si mesmo para se permanecer puro: “Eu tenho até aqui seguido a Deus tão cuidadosamente…como eu poderia agora me voltar para o caminho do pecado?!”
  4. Um coração puro não deve temer nenhum exame minucioso!
  5. Há uma ocasião apropriada para limpar seu nome e defender a sua reputação. Peça a Deus que lhe dê sabedoria para isso. Assim como há uma ocasião apropriada para simplesmente deixar que Deus limpe o seu nome.

Pergunta: Jó foi muito longe ao fazer a sua autodefesa?

  1. Sim. Ele parece um tanto confiante, quase vaidoso, no vs. 35-37. (nem todos os escritores concordam com isso). Ele parece dizer: “Que venha o julgamento. Eu mais pronto do que nunca.!” Ele não iria mais tarde se lamentar por tais palavras? Eliú, nos próximos capítulos, por acaso não fará menção destas palavras? Se isto é certo, vamos tomar muito cuidado para não ir muito longe tentando nos defender, a fim de silenciar nossos críticos. (Jó paga o preço por tentar silenciá-los! Ele precisava reprovar a si mesmo!)

Vamos ser cuidadosos em não desenvolver um comportamento arrogante sobre o julgamento. Ex: “Eu o verei no dia do julgamento!”

 

Conclusão:

  1. 40b. As únicas palavras de que Jó se arrepende e confessa.

 

 

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